Nossa amiga ginecologista e especialista em hormônios, a Dra. Fabi Berta, falou um pouco sobre a vitamina D, um hormônio que aos poucos está revolucionando a maneira com a qual prevenimos certos tipos de doenças. A doutora aponta estudos que comprovam sua eficácia e ressalta a importância de se analisar o paciente de forma individual, confira.

 

 

Vitamina D

 

 


Cientistas descobriram que, entre indivíduos com uma boa dose diária de vitamina D, a probabilidade de desenvolver tumores é menor e níveis saudáveis de vitamina D são associados com diminuição significativa de risco de câncer entre as mulheres.


Recentemente, um estudo publicado no renomado British Medical Journal (BMJ) reforçou o potencial dessa vitamina na prevenção do câncer. O diferencial da pesquisa é que foram avaliados 33.736 homens e mulheres do Japão. E, como a presença de vitamina D no organismo pode variar de acordo com a etnia, é importante verificar se os mesmos efeitos são observados em todo mundo.

 

 

Vitamina D

 

 


Após ajustar diversos fatores de risco para a doença (como idade, peso, tabagismo, etc.), os experts concluíram que os maiores níveis de vitamina D estavam associados a uma redução de aproximadamente 20 por cento na probabilidade de desenvolver qualquer tipo de câncer.


E não é só câncer que a vitamina D ajuda a prevenir, não. Há vários estudos sobre doenças crônicas, sobre a terceira idade, sobre a redução dos sintomas depressivos na gravidez, sobre insuficiência cardíaca associada a falta dela, enfim, os benefícios são muitos!


As doses para esse tipo de tratamento fogem das prescrições tradicionais diárias, o que conflita muito a opinião entre os colegas médicos. E o pior, acabam orientando seus pacientes a suspenderem um tratamento que pode ser o diferencial devido “altas doses” do hormônio. Porém, se esquecem de fazer a pergunta básica de qualquer atendimento, “Como você está se sentindo, paciente? Houve melhora com essas doses de vitamina D? Poderia me falar quais os benefícios que sentiu ao usar essa prescrição?”

 

 

Vitamina D

 

 


Infelizmente ainda há colegas analisando apenas exames. Enquanto eles não analisarem o paciente como um todo e tiverem um olhar mais refinado para cada caso, os “protocolos” não irão se ajustar a cada paciente, e isso seria o ideal, protocolos ajustados, e não o paciente ser tratado por apenas algum protocolo específico.


Afinal, somos todos indivíduos e o importante e que cada um busque ter saúde da melhor forma possível, com acompanhamento médico e fazendo tudo de acordo com aquilo que seu organismo pede.