Esses dias nos deparamos com uma polêmica em torno do pilates, uma atividade bem completa, mas que muitos dizem que são apenas “acrobacias”. Então falamos com a Beatrice Junqueira, do estúdio Harmônica Pilates, que é fisioterapeuta e professora, e ela explicou para que serve, quem pode fazer e como os exercícios funcionam.
Primeiramente é bom saber quem está apto a dar aulas de pilates. São os fisioterapeutas, educadores físicos e, em alguns cursos de formação, são admitidos bailarinos e terapeutas ocupacionais, mas é mais comum vermos profissionais da fisioterapia e da educação física dando aulas.

 

 

Elisa Frigini Delcaro, professora da Harmônica Pilares

Elisa Frigini Delcaro, professora da Harmônica

 


A prática foi criada por Joseph Pilates, que estudou ioga, boxe, mergulho, kung fu e ginástica, artes que influenciaram bastante o seu processo e muitos movimentos são inspirados nelas. Durante a primeira Guerra Mundial, ele foi preso e começou a desenvolver a “contrologia” no campo de concentração, acreditam? Joseph, apesar das precárias condições, fazia que todos participassem de atividades físicas e começou a adaptar as molas e movimentos na cama porque alguns soldados e pessoas feridas não podiam levantar. Depois disso, os movimentos e aparelhos foram aprimorados e chegaram no que conhecemos hoje.


O pilates pode ser feito pela mais variada gama de pessoas, desde crianças até adultos com algum tipo de limitação física (muitos usam pilates para reabilitação de cirurgias por exemplo, falaremos disso logo mais) e até idosos, sempre respeitando as condições de cada um.

 

 

Pilates desde cedo

Pilates desde jovem!

 


O legal do pilates é que um exercício pode ter progressões e regressões, ou seja, está fácil? Ele pode complicar. Está difícil? Ele pode ficar mais fácil. Isso pode acontecer por meio de acessórios, mudando a posição do corpo ou alterando a força das molas. Então duas pessoas com situações físicas diferentes podem fazer a mesma aula, mas cada uma dentro de sua capacidade corporal.


Na fisioterapia, o foco é em um determinado membro. Por exemplo, você operou o joelho? Então vai tratar o joelho. O pilates vai dar atenção para o joelho, mas lida com o corpo como um todo. Isso faz com que as musculaturas específicas sejam ativadas, isso faz com que os alunos evitem a compensação ou forçar demais o músculo lesionado. Você aprende a respirar direito, a posicionar o corpo de forma correta também a respeitá-lo, os exercícios só serão feitos quando o profissional tiver certeza que você está capacitado para eles.

 

 

Harmônica Pilates

Harmônica Pilates

 


E o pilates é só acrobacia? Claro que não! Muita gente não gosta de se arriscar, então não faz. E mesmo assim sai suando das aulas! Muita gente já quer chegar logo de cara e virar de ponta cabeça, também não é assim! O professor vai se certificar primeiro que a pessoa tem a força e a postura adequada para executar movimentos mais pesados.
E como fazer para escolher o lugar perfeito para você? Hoje em dia, com a internet, fica até mais fácil conhecer o trabalho dos profissionais. Outro jeito legal é fazer uma aula experimental e ver se você gosta de lugar. É bom observar que muitos estúdios dão aula com muita gente por sala, ou só um tipo ou outro de exercícios. A Bia indica sempre procurar aulas mais focadas, com menos alunos por horário.


E, pessoal, pilates não é uma aula parada! Muitos acham isso depois da primeira aula, mas é assim mesmo, os professores têm a segurança de ensinar a postura, a respiração e fazer o aluno sentir o pilates primeiro, aí depois tudo se desenvolve e as aulas ficam mais dinâmicas e rápidas! E olha, dá para suar muito em uma aula de pilates!


Esperamos ter esclarecido as dúvidas mais frequentes e quebrado esse mito do “pilates acrobacia”. É claro que, se você entrar nos Instagrams dos estúdios, vocês vão ver muitos movimentos super complexos, mas reparem bem por quem eles estão sento executados. Geralmente é pelos professores ou alunos já mais experientes e aptos para tal. E bora todo mundo pro pilates!